Geraldo Resende, secretário de saúde de Mato Grosso do Sul, ficou com os olhos marejados e a voz embargada ao comentar a falta de leitos clínicos ou de UTI, no MS1 desta segunda-feira.

O secretário de saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, se emocionou ao falar sobre a situação grave que o estado enfrenta durante a pandemia de Covid-19, em entrevista para a TV Morena, nesta segunda-feira (7).

Resende foi o convidado do MS1 e falava com a apresentadora Bruna Mendes sobre a transferência de sete sul-mato-grossenses para hospitais em São Paulo e nove para hospitais de Rondônia. Segundo ele, o estado tem fila de mais de 270 pacientes para um leito clínico ou de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ao ser perguntado sobre como os familiares dos pacientes poderiam ficar atualizados a respeito do estado de saúde dos entes, Resende comentou que está desenvolvendo uma logística para que as famílias fiquem sabendo do quadro clínico de quem foi enviado para outros estados.

Secretário de saúde se emociona ao falar sobre transferência de pacientes e falta de leitos em MS
Secretário de saúde se emociona ao falar sobre transferência de pacientes e falta de leitos em MS
Geraldo Resende ficou com olhos marejados e voz embargada ao falar de transferência de pacientes com Covid de MS para outros estados — Foto: TV Morena/Reprodução

O secretário encerrou sua fala dizendo que a situação atual ‘é muito triste’. “Só quem está na linha de frente para verificar o sofrimento da nossa gente e a angústia de cada um de nós, agentes de saúde”, disse, com a voz embargada e os olhos marejados (veja o vídeo no início da reportagem). A apresentadora Bruna Mendes completou a fala de Resende ressaltando que a fila de pacientes à espera de leitos só aumenta no estado.

COLAPSO NA SAÚDE

Pouco depois da entrevista no MS1, Geraldo falou sobre a situação da saúde no estado nas redes sociais do Governo de Mato Grosso do Sul. Ele afirmou que o estado está “na situação de um eminente colapso na área da saúde, provocado pelo agravamento da pandemia de Covid-19”.

Mato Grosso do Sul confirmou mais 1.650 casos novos e 63 mortes provocadas pela Covid nesta segunda-feira (7). O estado atingiu 303.209 infectados com o novo coronavírus e 7.185 óbitos.

Além de grande número de infectados e mortes, o estado registra uma superlotação nos hospitais. Nesta segunda, 1.303 pacientes estão internados, sendo 751 em leitos clínicos e 552 em unidades de terapia intensiva (UTIs). A taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid está em 109% no estado.

Mato Grosso do Sul tem ainda uma fila com 271 pacientes com Covid ou suspeita de que estão com a doença na fila por um leito clínico ou de UTI nos hospitais. Diante desse quadro, o secretário anunciou que vai continuar a mandar pacientes para outros estados. Já enviou 16, sendo 9 para Rondônia e 7 para São Paulo. Outros 3 devem seguir ainda nesta segunda para a capital paulista.

Resende ainda revelou que a prefeitura de São Bernardo do Campo já ofereceu e o estado vai enviar pacientes para ocupar 5 leitos clínicos e mais 5 de UTI no município. O secretário adiantou que conversa ainda com o Amazonas, que também ofereceu ajuda humanitária para o estado neste momento.

Em outra frente, por meio de uma parceria com a prefeitura de Campo Grande instala a partir desta terça-feira mais 10 leitos de UTI no Hospital do Pênfigo. No leste do estado, vai implantar também mais 10 leitos no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Três Lagoas.

Por sua vez, a secretária estadual adjunta de Saúde, Christine Maymone comentou que a situação se agrava também por conta da circulação de uma variante do coronavírus que é quase duas vezes e meia mais contagiosa.

Fonte: g1 MS

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