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Com menos pacientes em estado grave, leitos são reformulados para retomada das cirurgias eletivas

Com o feriado prolongado, o mês de outubro mal começou e parece que já passou ‘voando’. Apesar do período curto, os indicativos da pandemia já mudaram e há boas notícias. Além de conseguir a marca de 48 horas sem óbitos, as internações têm caído cada vez mais. Em 13 dias, o número de pacientes em leitos clínicos e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) caiu 47% em Mato Grosso do Sul.

MS começou o mês de outubro com 138 pacientes hospitalizados, eram 60 pessoas em leitos clínicos e 78 em terapia intensiva. Já nesta quarta-feira (13), o número é bem menor: são 72 pacientes internados. Destes, 36 estão em leitos clínicos (30 públicos e 6 privados) e 36 em leitos de UTI, dos quais 34 estão em leitos públicos e 2 em privados.

A redução na quantidade de internações é uma boa notícia que não representa somente uma melhora no cenário da pandemia, mas também uma retomada nas cirurgias eletivas que ficaram paradas. A secretária adjunta de Saúde, Christinne Maymone, explicou que é uma tendência natural começar a reduzir no número de leitos para pacientes de covid e abrir para pacientes com outras necessidades. 

“Temos leitos sendo reformulados para atendimento geral. Estamos com dois projetos, o Opera MS e Examina MS, precisamos executar cirurgias eletivas que ficaram represadas”, reforçou. 

Mortes em queda

Outro bom indicativo é a queda de mortes causadas pela doença no Estado. MS começou outubro com uma média móvel de cinco óbitos diários, agora o indicativo está em 3,3 mortes, uma redução de 34%. Em duas semanas, o Estado registrou 38 mortes causadas pela doença.

Por outro lado, dados do boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que o mês começou com uma média móvel de 116,6 casos diários de covid em MS. No boletim desta quarta (13), entretanto, a média já chega a 122,4, mostrando um sutil aumento de quase 5% na contaminação no Estado. 

Em menos de duas semanas, MS já registrou 1.661 novos casos da doença. Os dados têm mostrado um sutil aumento no contágio. O Estado começou o mês com a taxa de contágio em 0,81 e agora a taxa está em 0,82. O aumento da contaminação pode ser explicado pela chegada da variante Delta. Já são oito casos mapeados em MS, mas, felizmente, a variante ainda não é dominante e representa menos de 2% dos casos mapeados.

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